Critérios técnicos para identificar corretamente a mangueira de incêndio ideal
A escolha da mangueira de incêndio correta é uma decisão técnica, normativa e obrigatória — não comercial.
A MIB – Mangueiras de Incêndio Brasil orienta a
seleção correta de mangueiras de incêndio
com base em normas ABNT,
certificação Inmetro e
projeto de incêndio aprovado pelo Corpo de Bombeiros,
evitando erros que comprometem a segurança, a vistoria e o funcionamento do sistema.
Resposta direta :
a melhor mangueira de incêndio é aquela
definida pelo projeto técnico da edificação,
classificada conforme a
ABNT NBR 11861 (Tipos 1 a 5),
com Certificado ABNT/Inmetro válido e vigente,
compatível com as pressões normativas,
o ambiente de uso e o
nível de abrasão esperado.
Neste guia técnico, você aprende de forma
objetiva, normativa e aplicada
como avaliar qualidade, durabilidade e segurança
das mangueiras de incêndio,
confirmando rastreabilidade,
conformidade legal e
aderência total ao projeto,
evitando não conformidades,
reprovação em vistorias
e falhas no combate ao fogo.
Antes de definir qual é a mangueira de incêndio mais adequada para um condomínio, comércio ou indústria, é fundamental compreender quais critérios realmente garantem segurança operacional, conformidade normativa e desempenho hidráulico. O primeiro ponto obrigatório é a verificação da certificação conforme ABNT NBR 11861, norma que regulamenta construção, pressões, engates, ensaios e resistência das mangueiras de combate a incêndio no Brasil.
A MIB – Mangueiras de Incêndio Brasil atua como referência técnica neste segmento, fornecendo mangueiras com rastreabilidade completa, identificação permanente, certificação segundo a Portaria Inmetro 547/2022 e enquadramento correto nos Tipos 1, 2, 3, 4 e 5 da NBR 11861. Esse suporte técnico permite ao cliente definir a mangueira correta para cada aplicação, com base em critérios reais de uso e não apenas em preço.
Solicitar orientação técnica (MIB)
Incêndios podem surgir por situações simples — falhas elétricas, curtos-circuitos, sobrecarga de equipamentos ou até descuidos operacionais. Nessas ocorrências, não basta existir um sistema de hidrantes instalado: é essencial que a mangueira utilizada seja tecnicamente compatível com o risco do local, com a pressão disponível e com o nível de esforço mecânico esperado.
Por esse motivo, compreender como selecionar corretamente a mangueira de incêndio deixa de ser uma decisão comercial e passa a ser uma escolha técnica, diretamente ligada à proteção de vidas, à integridade do patrimônio e à aprovação em vistorias do Corpo de Bombeiros.
Em residências, condomínios, estabelecimentos comerciais, indústrias ou galpões logísticos, o conjunto formado por hidrantes, mangueiras, esguichos e válvulas precisa operar em harmonia. Contudo, a eficiência do sistema depende, principalmente, de utilizar o tipo de mangueira adequado ao cenário, conforme previsto no projeto de incêndio aprovado e nas normas técnicas vigentes.
Ao contrário do que muitos imaginam, não existe uma única “mangueira universal”. A ABNT NBR 11861 estabelece uma classificação objetiva em cinco tipos distintos, cada um projetado para condições específicas de uso, pressão e abrasão. É exatamente essa diferenciação que permite identificar qual mangueira é a mais indicada para cada ambiente.
Quando a escolha é feita sem orientação técnica, surgem problemas recorrentes como:
- Desgaste prematuro da mangueira;
- Rompimento durante o uso;
- Incompatibilidade com a pressão da rede;
- Falhas no alcance e na vazão do jato;
- Reprovação em inspeções e vistorias.
Por isso, antes de comprar ou substituir uma mangueira, o correto é analisar tipo de edificação, frequência de uso, condições ambientais e exigências normativas. A MIB atua justamente nesse ponto, oferecendo suporte técnico para que o cliente faça a escolha correta desde o início, evitando retrabalho e custos desnecessários.
Entendendo a classificação oficial da NBR 11861 — Tipos 1 a 5
A classificação das mangueiras de incêndio segundo a NBR 11861 é o principal guia técnico para definir qual modelo utilizar em cada situação. Essa norma determina requisitos mínimos de construção, resistência, pressões de trabalho e aplicações permitidas para cada tipo.
Na prática, isso significa que cada mangueira foi desenvolvida para atender um nível específico de exigência operacional. Ao compreender essa lógica, fica muito mais simples definir a mangueira correta para condomínios, comércios, indústrias ou ambientes severos.
A seguir, apresentamos os cinco tipos oficiais de mangueiras de combate a incêndio, com explicações claras sobre quando utilizar cada modelo e quais critérios observar para não errar na seleção.
Mangueira de Incêndio Tipo 1 — Aplicação correta em condomínios e áreas residenciais
A mangueira de incêndio Tipo 1 é indicada para edificações residenciais, condomínios verticais, salas comerciais de pequeno porte e locais onde o uso do sistema de hidrantes ocorre apenas em situações emergenciais.
Para reconhecer se este é o modelo adequado, é importante verificar se o ambiente possui baixo nível de abrasão, manuseio eventual e hidrantes internos protegidos. Nessas condições, o Tipo 1 oferece excelente desempenho e custo-benefício, desde que atenda integralmente à NBR 11861 e possua certificação Inmetro válida.
Este modelo é amplamente utilizado em locais onde o combate inicial ao fogo é realizado por brigadistas, porteiros ou moradores, sempre como primeira resposta até a chegada do Corpo de Bombeiros.
Especificações Técnicas — Mangueira Tipo 1 (Predyflex)
- Aplicação: condomínios residenciais e áreas internas;
- Modelo comercial: Predyflex;
- Revestimento externo: poliéster de alta tenacidade;
- Revestimento interno: borracha sintética;
- Engates: Storz em latão conforme NBR 14349;
- Norma: ABNT NBR 11861;
- Certificação: Portaria Inmetro 547/2022;
- Comprimentos: 15, 20, 25 e 30 metros;
- Diâmetro nominal: 1½”;
- Pressão de trabalho: 10 kgf/cm²;
- Pressão de teste: 21 kgf/cm²;
- Pressão de ruptura: superior a 35 kgf/cm².
Critério prático de identificação: se o local é residencial, com uso eventual e sem exposição intensa à abrasão, a mangueira Tipo 1 atende plenamente às exigências técnicas.
Confirmar aplicação do Tipo 1 (WhatsApp)
Mangueira de Incêndio Tipo 2 — Critérios técnicos para uso em comércios, hospitais e prédios públicos
A mangueira de incêndio Tipo 2 foi desenvolvida para ambientes que exigem maior resistência mecânica e operacional do que áreas residenciais, mas que ainda não apresentam as condições severas típicas de indústrias pesadas.
Ela é indicada para locais com circulação constante de pessoas, possibilidade de manuseio frequente do sistema de hidrantes e necessidade de resposta rápida em situações de emergência. Por isso, é amplamente utilizada em hospitais, escolas, supermercados, shoppings, prédios comerciais, repartições públicas e condomínios de uso misto.
Para identificar se o Tipo 2 é a escolha correta, é fundamental avaliar:
- se o ambiente recebe público diariamente;
- se o sistema de hidrantes pode ser acionado mais de uma vez ao longo do ano;
- se existe brigada interna ou equipe treinada para operação;
- se a pressão da rede exige mangueira com maior capacidade estrutural.
Quando essas condições estão presentes, o uso de um modelo residencial pode resultar em desgaste acelerado, falhas operacionais ou até rompimento da mangueira durante o combate ao fogo.
Especificações Técnicas — Mangueira Tipo 2 (Superflex)
- Aplicação: comércio, hospitais, escolas, prédios públicos;
- Modelo comercial: Superflex;
- Revestimento externo: poliéster de alta tenacidade;
- Revestimento interno: borracha sintética especial;
- Engates: Storz em latão conforme NBR 14349;
- Norma: ABNT NBR 11861;
- Certificação: Portaria Inmetro 547/2022;
- Comprimentos: 15, 20, 25 e 30 metros;
- Diâmetros disponíveis: 1½” e 2½”;
- Pressão de trabalho: 14 kgf/cm²;
- Pressão de teste: 28 kgf/cm²;
- Pressão de ruptura: superior a 45 kgf/cm².
Critério técnico de escolha: se o ambiente é de uso coletivo, possui circulação intensa e exige maior robustez do sistema de hidrantes, a mangueira Tipo 2 é a solução tecnicamente adequada.
Consultar especialista sobre Tipo 2
À medida que o nível de exigência do ambiente aumenta — com presença de máquinas, movimentação de cargas, empilhadeiras e uso operacional contínuo — é necessário avançar para modelos com reforço estrutural superior. É nesse cenário que se enquadra a mangueira de incêndio Tipo 3, voltada para aplicações industriais.
Mangueira de Incêndio Tipo 3 — Seleção correta para indústrias, galpões e áreas de alto atrito
A mangueira de incêndio Tipo 3 foi projetada para ambientes industriais onde há uso recorrente do sistema de hidrantes, movimentação de equipamentos e contato frequente com superfícies abrasivas.
Diferentemente dos modelos residenciais e comerciais, este tipo possui reforço têxtil duplo (capa dupla), o que proporciona maior resistência mecânica, vida útil prolongada e maior segurança operacional em situações de combate a incêndio.
Para identificar se a mangueira Tipo 3 é a escolha adequada, é necessário observar alguns critérios objetivos do ambiente:
- existência de tráfego de empilhadeiras, carrinhos ou máquinas;
- possibilidade de arraste da mangueira durante o uso;
- utilização do hidrante para treinamentos ou testes periódicos;
- ambientes industriais, logísticos ou fabris com abrasão moderada a alta.
Quando essas condições estão presentes, a utilização de mangueiras dos Tipos 1 ou 2 pode resultar em desgaste prematuro, aumento de custos de reposição e risco operacional durante emergências.
Especificações Técnicas — Mangueira Tipo 3 (Superflex Capa Dupla)
- Aplicação: indústrias, galpões, centros logísticos e áreas fabris;
- Modelo comercial: Superflex Capa Dupla;
- Construção: dupla camada têxtil de alta resistência;
- Revestimento interno: borracha sintética especial;
- Engates: Storz em latão conforme NBR 14349;
- Norma: ABNT NBR 11861;
- Certificação: Portaria Inmetro 547/2022;
- Comprimentos: 15, 20, 25 e 30 metros;
- Diâmetros disponíveis: 1½” e 2½”;
- Pressão de trabalho: 14 a 15 kgf/cm²;
- Pressão de teste: 28 kgf/cm²;
- Pressão de ruptura: superior a 45–60 kgf/cm².
Critério técnico de identificação: quando o ambiente exige maior durabilidade, resistência à abrasão e uso operacional contínuo, a mangueira Tipo 3 é a alternativa mais segura antes de avançar para modelos de indústria pesada.
Analisar aplicação industrial (Tipo 3)
Em ambientes ainda mais severos, onde além da abrasão existem agentes químicos, óleo, calor excessivo ou exposição prolongada ao tempo, a NBR 11861 recomenda o uso de mangueiras com revestimento especial. É nesse cenário que se enquadra a mangueira de incêndio Tipo 4.
Mangueira de Incêndio Tipo 4 — Critérios técnicos para indústria pesada e ambientes severos
A mangueira de incêndio Tipo 4 é indicada para locais onde, além da abrasão mecânica, existem agentes químicos, óleos, resíduos industriais, calor excessivo ou exposição contínua ao ambiente externo.
Esse modelo foi desenvolvido para aplicações em indústrias pesadas, siderúrgicas, refinarias, plantas químicas, túneis industriais e áreas externas críticas, onde mangueiras convencionais apresentam desgaste acelerado ou falhas prematuras.
Para identificar corretamente a necessidade do Tipo 4, devem ser avaliados fatores como:
- presença de óleo, graxa ou produtos químicos no piso;
- exposição frequente a altas temperaturas ou radiação térmica;
- uso do hidrante em áreas externas sem proteção climática;
- ambientes industriais com agressão química ou mecânica combinada.
Nessas condições, a utilização de mangueiras dos Tipos 1, 2 ou 3 pode resultar em enrijecimento do material, perda de flexibilidade, fissuras no revestimento e redução significativa da vida útil do equipamento.
Especificações Técnicas — Mangueira Tipo 4 (Plastflex)
- Aplicação: indústria pesada, áreas externas e ambientes químicos;
- Modelo comercial: Plastflex;
- Revestimento externo: PVC especial com aditivos resistentes;
- Revestimento interno: borracha sintética reforçada;
- Engates: Storz em latão conforme NBR 14349;
- Norma: ABNT NBR 11861;
- Certificação: Portaria Inmetro 547/2022;
- Comprimentos: 15 a 30 metros;
- Diâmetros disponíveis: 1½” e 2½”;
- Pressão de trabalho: 14 kgf/cm²;
- Pressão de teste: 28 kgf/cm²;
- Resistência química: superior ao Tipo 3.
Critério técnico de identificação: quando o ambiente apresenta agressão química, exposição térmica ou uso externo severo, a mangueira Tipo 4 é a solução mais segura antes de avançar para aplicações de abrasão extrema.
Em situações onde o desgaste físico é extremo, com arraste constante sobre pisos abrasivos, contato direto com superfícies ásperas e necessidade de máxima durabilidade, a norma orienta o uso do modelo mais robusto da categoria: a mangueira de incêndio Tipo 5.
Mangueira de Incêndio Tipo 5 — Seleção técnica para abrasão extrema e uso severo
A mangueira de incêndio Tipo 5 representa o mais alto nível de resistência previsto pela ABNT NBR 11861. Este modelo foi desenvolvido para locais onde o desgaste físico é intenso e contínuo, exigindo máxima robustez estrutural e vida útil prolongada, mesmo sob condições extremamente severas.
É a escolha indicada para ambientes como mineração, pátios de carga, portos, aeroportos, terminais ferroviários, obras pesadas, túneis, áreas com arraste diário no piso e locais com contato constante com superfícies ásperas.
Para reconhecer a necessidade do Tipo 5, devem ser observados fatores objetivos do ambiente:
- arraste frequente da mangueira sobre concreto bruto ou piso abrasivo;
- uso operacional contínuo, além de situações emergenciais;
- histórico de rasgos, perfurações ou desgaste rápido em outros tipos;
- necessidade de máxima durabilidade e resistência mecânica.
Em situações como essas, a utilização de mangueiras dos Tipos 1 a 4 pode resultar em falhas prematuras, aumento do custo de reposição e comprometimento da segurança durante o combate ao incêndio.
Especificações Técnicas — Mangueira Tipo 5 (Ruberflex)
- Aplicação: abrasão extrema, pisos críticos e uso severo;
- Modelo comercial: Ruberflex;
- Construção: borracha total (interna e externa);
- Reforço interno: trama têxtil de poliéster de alta tenacidade;
- Engates: Storz em latão conforme NBR 14349;
- Norma: ABNT NBR 11861;
- Certificação: Portaria Inmetro 547/2022;
- Comprimentos: 15 a 30 metros;
- Diâmetros disponíveis: 1½” e 2½”;
- Pressão de trabalho: 14 kgf/cm²;
- Pressão de teste: 28 kgf/cm²;
- Maior vida útil da categoria.
Critério técnico de identificação: quando há desgaste intenso, arraste constante e exigência de máxima resistência, a mangueira Tipo 5 é a solução mais segura e durável prevista pela norma.
Após compreender as características e aplicações de cada tipo, o próximo passo para uma escolha segura é entender a classificação oficial da NBR 11861, suas exigências normativas e como ela orienta a seleção correta da mangueira para cada ponto do sistema de hidrantes.
Classificação oficial das mangueiras de combate a incêndio segundo a NBR 11861
Depois de compreender as aplicações práticas dos Tipos 1 a 5, o passo seguinte para uma decisão segura é entender como a ABNT NBR 11861 classifica oficialmente as mangueiras de combate a incêndio no Brasil.
Essa norma não apenas define os tipos, mas também estabelece requisitos mínimos obrigatórios relacionados à construção, ensaios, pressões, resistência mecânica e condições de uso. Seguir essa classificação é fundamental para garantir desempenho real e conformidade legal.
Na prática, a NBR 11861 funciona como um guia técnico de seleção, auxiliando engenheiros, síndicos, gestores de manutenção e responsáveis técnicos a definir corretamente a mangueira adequada para cada ponto do sistema de hidrantes.
Resumo técnico da classificação oficial
- Tipo 1: uso residencial e áreas internas protegidas. Pressão de trabalho típica: 10 kgf/cm². Indicada para manuseio eventual e baixo desgaste.
- Tipo 2: uso comercial, prédios públicos e áreas de circulação. Pressão de trabalho típica: 14 kgf/cm². Projetada para maior frequência de uso.
- Tipo 3: uso industrial e logístico. Pressão de trabalho típica: até 15 kgf/cm². Indicada para ambientes com abrasão e uso operacional.
- Tipo 4: indústria pesada e ambientes com agentes químicos. Pressão de trabalho típica: 14 kgf/cm². Revestimento especial para agressão química e térmica.
- Tipo 5: abrasão extrema e pisos críticos. Pressão de trabalho típica: 14 kgf/cm². Construção em borracha total para máxima durabilidade.
É importante destacar que essa classificação não é opcional. Ela deve ser respeitada sempre que o sistema de hidrantes fizer parte de um projeto de incêndio aprovado, sob risco de reprovação em vistorias ou falhas durante o uso real.
Riscos e consequências da escolha incorreta da mangueira de incêndio
A utilização de uma mangueira incompatível com o ambiente ou com a pressão da rede é uma das principais causas de falhas em sistemas de combate a incêndio. Esses erros geralmente ocorrem quando a decisão é baseada apenas em preço ou em descrições genéricas de produto.
Entre os principais riscos associados à escolha incorreta, destacam-se:
- rompimento da mangueira durante o uso;
- perda de vazão e alcance insuficiente do jato;
- desgaste acelerado e necessidade de substituição precoce;
- reprovação em vistorias do Corpo de Bombeiros;
- aumento do risco para brigadistas e usuários.
Além dos riscos operacionais, há também consequências legais e administrativas. Em caso de sinistro, o uso de equipamentos fora da norma pode resultar em responsabilização do gestor, dificuldades com seguradoras e problemas na renovação do AVCB ou CLCB.
Por esse motivo, a seleção da mangueira deve sempre considerar: tipo de edificação, pressão disponível, condições ambientais e exigências do projeto técnico aprovado.
A MIB – Mangueiras de Incêndio Brasil atua justamente para evitar esse tipo de erro, oferecendo suporte técnico especializado e orientação baseada em normas, não em soluções genéricas.
Além da escolha correta do tipo, outro fator decisivo para a segurança é a procedência do produto. A seguir, explicamos por que certificação, rastreabilidade e controle de qualidade são indispensáveis na escolha de uma mangueira de combate a incêndio.
Por que procedência, certificação e rastreabilidade são decisivas na escolha da mangueira
Além de selecionar corretamente o tipo da mangueira, a procedência do produto é um fator determinante para a segurança do sistema de combate a incêndio. Mangueiras sem certificação ou de origem desconhecida podem até aparentar conformidade, mas frequentemente não atendem aos requisitos mínimos exigidos pelas normas técnicas.
Para que uma mangueira seja considerada apta para uso em sistemas de hidrantes, ela deve possuir:
- certificação conforme ABNT NBR 11861;
- conformidade com a Portaria Inmetro 547/2022;
- identificação permanente do fabricante;
- número de lote ou série rastreável;
- registro de ensaios e controle de qualidade.
Esses elementos permitem verificar se o produto foi submetido aos ensaios obrigatórios, se mantém padrão de fabricação e se pode ser apresentado em vistorias do Corpo de Bombeiros, auditorias internas e análises de seguradoras.
A MIB – Mangueiras de Incêndio Brasil fornece exclusivamente mangueiras com rastreabilidade completa, garantindo que cada unidade possa ser identificada desde a matéria-prima até o cliente final.
Certificação ABNT das mangueiras MIB — validade ativa até 2030
As mangueiras de incêndio certificadas fornecidas pela MIB possuem Certificado de Marca de Conformidade ABNT com validade vigente até 2030, atestando que a linha completa foi submetida a ensaios rigorosos conforme a ABNT NBR 11861.
A certificação é acompanhada por auditorias periódicas, ensaios de rotina e sistema de gestão da qualidade conforme ISO 9001, assegurando padronização, controle de processos e conformidade contínua da produção.
📄 Certificados ABNT por modelo (validade até 2030)
- 🟥 Tipo 1 – 1½" → Certificado Nº 40.018/25
- 🟧 Tipo 2 – 1½" → Certificado Nº 40.017/25
- 🟧 Tipo 2 – 2½" → Certificado Nº 40.016/25
- 🟨 Tipo 3 – 1½" → Certificado Nº 40.015/25
- 🟨 Tipo 3 – 2½" → Certificado Nº 40.014/25
- 🟩 Tipo 4 – 1½" → Certificado Nº 40.013/25
- 🟩 Tipo 4 – 2½" → Certificado Nº 40.012/25
- 🟦 Tipo 5 – 1½" → Certificado Nº 40.011/25
- 🟦 Tipo 5 – 2½" → Certificado Nº 40.010/25
Esses certificados comprovam que cada mangueira atende integralmente aos requisitos da ABNT NBR 11861, incluindo ensaios de pressão, ruptura, aderência, resistência mecânica e desempenho hidráulico.
A documentação pode ser apresentada em vistorias do Corpo de Bombeiros, auditorias técnicas, renovações de AVCB/CLCB e análises de seguradoras, reforçando a conformidade legal e técnica do sistema de combate a incêndio.
Fabricação e ensaios das mangueiras de incêndio antes da liberação ao cliente
A fabricação de mangueiras de incêndio segue um processo industrial controlado, com etapas definidas para garantir segurança, durabilidade e conformidade normativa. Antes de serem liberadas para uso, todas as mangueiras passam por ensaios obrigatórios previstos na ABNT NBR 11861 e por verificações adicionais de qualidade.
1. Formação da estrutura têxtil
- utilização de fios de poliéster de alta tenacidade;
- controle da densidade da trama;
- inspeção visual e dimensional contínua.
2. Aplicação do tubo interno
- extrusão de borracha sintética (EPDM ou nitrílica);
- controle de espessura e aderência;
- vulcanização controlada.
3. Montagem dos engates
- acoplamentos Storz conforme NBR 14349;
- prensagem hidráulica;
- teste de estanqueidade e torque.
4. Ensaios obrigatórios
- ensaio hidrostático individual;
- ensaio de pressão de ruptura;
- ensaio de abrasão;
- ensaio de aderência entre camadas;
- verificação dimensional;
- ensaio de resistência a fungos.
5. Liberação final
- identificação permanente do produto;
- registro de lote e série;
- conferência final por inspetor técnico.
Além da fabricação e certificação, a correta utilização da mangueira exige atenção a procedimentos de inspeção, manutenção e uso previstos em norma. No próximo bloco, apresentamos orientações práticas e um checklist técnico para garantir segurança ao longo do tempo.
Manual técnico de uso, inspeção e manutenção das mangueiras de incêndio
A seleção correta da mangueira é apenas uma das etapas para garantir um sistema de combate a incêndio seguro. Após a instalação, é indispensável seguir os procedimentos de uso, inspeção e manutenção previstos em norma, assegurando desempenho adequado ao longo da vida útil do equipamento.
A ABNT NBR 12779 estabelece diretrizes claras para inspeção periódica, ensaios e cuidados com mangueiras de incêndio, devendo ser observada por síndicos, gestores de manutenção, brigadas e responsáveis técnicos.
Aplicação correta
- utilizar apenas mangueiras compatíveis com o tipo previsto em projeto;
- confirmar que a pressão da rede é adequada ao modelo instalado;
- evitar improvisações ou adaptações fora de norma;
- manter hidrantes e acessórios em condições de uso imediato.
Cuidados durante o uso
- evitar arraste desnecessário sobre superfícies cortantes;
- não submeter a mangueira a dobras excessivas;
- prevenir golpes de aríete no sistema;
- utilizar protetores em áreas de tráfego de veículos.
Inspeção e manutenção
- realizar inspeção visual periódica;
- executar ensaio hidrostático conforme NBR 12779;
- registrar número de série, data e resultados de ensaio;
- substituir imediatamente mangueiras reprovadas ou danificadas.
Checklist rápido para identificar a mangueira de incêndio correta
- 1. Verifique o projeto de incêndio aprovado e o tipo exigido (1 a 5);
- 2. Confirme conformidade com a ABNT NBR 11861;
- 3. Verifique a certificação Inmetro (Portaria 547/2022);
- 4. Analise o ambiente (residencial, comercial, industrial ou severo);
- 5. Avalie abrasão, frequência de uso e condições químicas;
- 6. Confira pressões de trabalho e de teste compatíveis;
- 7. Exija procedência, rastreabilidade e documentação técnica;
- 8. Em caso de dúvida, consulte suporte técnico especializado.
Seguindo este checklist, o responsável técnico consegue definir a mangueira correta para cada aplicação, reduzindo riscos, evitando reprovações e garantindo segurança real no combate a incêndio.
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Referências oficiais e normas aplicáveis
Para aprofundar a análise técnica e consultar as normas vigentes, recomenda-se o acesso direto aos órgãos e publicações oficiais:
-
ABNT NBR 11861 – Mangueiras de incêndio
https://www.abntcatalogo.com.br/ -
ABNT NBR 12779 – Inspeção e manutenção
https://www.abntcatalogo.com.br/ -
Inmetro – Portaria 547/2022
https://www.gov.br/inmetro/ -
Corpo de Bombeiros – orientações técnicas
https://www.corpodebombeiros.sp.gov.br/
A escolha correta da mangueira de incêndio é uma decisão técnica, que impacta diretamente a eficiência do sistema de hidrantes, a segurança das pessoas e a conformidade legal da edificação.
Com base na ABNT NBR 11861, na Portaria Inmetro 547/2022 e nas boas práticas de engenharia, a MIB – Mangueiras de Incêndio Brasil atua como parceira técnica, orientando cada cliente a selecionar a solução mais adequada para seu projeto.
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