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Cuidados com Mangueiras de Incêndio

Orientações práticas sobre inspeção, ensaios periódicos, limpeza, secagem, preservação e armazenagem do equipamento.

Cuidados essenciais com mangueiras de incêndio

As mangueiras de incêndio fazem parte do sistema de hidrantes e precisam permanecer acessíveis, conservadas e adequadas às características previstas no projeto de segurança contra incêndio da edificação.

Inspeções periódicas, limpeza apropriada, secagem completa e armazenagem correta ajudam a identificar danos, reduzir a deterioração prematura e preservar as condições de uso do equipamento.

A frequência das inspeções, os procedimentos de ensaio e os critérios de aceitação devem observar:

  • a edição vigente das normas técnicas aplicáveis;
  • as orientações do fabricante da mangueira;
  • as condições do local de instalação;
  • o projeto aprovado pelo Corpo de Bombeiros;
  • a avaliação do responsável técnico.

Este conteúdo possui caráter informativo e não substitui a análise do responsável técnico, a documentação do fabricante ou as exigências específicas aplicáveis à edificação.

Como conservar mangueiras de incêndio

A conservação adequada da mangueira de incêndio começa com a verificação regular de sua parte têxtil, do revestimento interno, das uniões, das vedações e dos demais componentes utilizados no sistema.

Mangueira de incêndio sendo acondicionada de forma organizada
A mangueira deve ser inspecionada, completamente seca e acondicionada sem torções ou esmagamentos.

A ABNT NBR 11861 estabelece requisitos relacionados às mangueiras de incêndio destinadas ao combate a incêndio.

A ABNT NBR 12779, por sua vez, é utilizada como referência para procedimentos de inspeção, manutenção e cuidados das mangueiras instaladas.

As duas normas não devem ser apresentadas como se possuíssem a mesma finalidade. Uma está relacionada aos requisitos do produto e a outra aos procedimentos aplicáveis durante sua utilização e conservação.

Partes e características da mangueira de incêndio

Conhecer os principais componentes da mangueira ajuda a identificar sinais de desgaste, problemas de montagem e condições que podem comprometer sua utilização.

A avaliação completa deve considerar toda a extensão da mangueira, suas uniões, vedações e os acessórios utilizados no sistema de hidrantes.

Vinco
Região longitudinal formada quando a mangueira é acondicionada de maneira plana. Deve ser observada quanto à presença de desgaste, fissuras, deformações ou danos recorrentes provocados por dobramento inadequado.
Trama
Conjunto de fios dispostos transversalmente na estrutura têxtil. Alterações visíveis, rompimentos ou desgaste acentuado devem ser avaliados por profissional qualificado.
Urdume
Conjunto de fios dispostos longitudinalmente na mangueira. Esses fios participam da resistência estrutural e devem permanecer sem cortes, falhas aparentes ou deformações.
Revestimento interno
Camada interna destinada à condução da água. Não deve apresentar desprendimento, obstrução, deformação ou outros sinais visíveis de deterioração.
Uniões e acoplamentos
Componentes instalados nas extremidades da mangueira para conexão ao sistema. Devem apresentar encaixe adequado, vedação, integridade e compatibilidade dimensional.
Anéis de vedação
Elementos responsáveis por auxiliar a vedação das conexões. Devem permanecer corretamente posicionados, sem ausência, cortes, endurecimento ou deformação excessiva.
Esguicho
Equipamento instalado na extremidade da mangueira para direcionar a água. O modelo, o diâmetro, a vazão e as características operacionais devem ser compatíveis com o projeto e com os demais componentes do sistema.

Uma mangueira com suspeita de dano não deve ser considerada apta somente porque sua aparência geral parece satisfatória. O equipamento precisa ser identificado, separado para avaliação e submetido aos procedimentos aplicáveis.

Como inspecionar mangueiras de incêndio

A inspeção deve ser executada de forma organizada, registrando a identificação da mangueira, o local onde ela está instalada e as condições encontradas durante a avaliação.

A periodicidade aplicável deve ser definida de acordo com a edição vigente da ABNT NBR 12779, as orientações do fabricante, as condições de exposição, o histórico do equipamento e as determinações do responsável técnico.

Ambientes sujeitos a umidade, abrasão, produtos químicos, calor, intempéries ou uso frequente podem exigir controles mais rigorosos.

Etapas recomendadas para o controle do equipamento

  1. Identificar individualmente a mangueira

    Utilize numeração, etiqueta ou outro sistema de identificação que permita relacionar a mangueira ao abrigo, pavimento, setor ou ponto de hidrante correspondente.

  2. Conferir o histórico disponível

    Verifique registros de utilização, inspeções anteriores, ensaios realizados, ocorrências e substituições de componentes.

  3. Examinar toda a extensão

    Observe a superfície externa, o vinco, a trama e o urdume, procurando cortes, desgaste, fios rompidos, manchas, deformações e sinais de contaminação.

  4. Verificar as extremidades

    Examine as uniões, a fixação dos acoplamentos, os anéis de vedação e as regiões próximas às extremidades da mangueira.

  5. Conferir a compatibilidade

    Confirme se o diâmetro, o comprimento, o tipo de união e os acessórios correspondem à especificação definida no projeto.

  6. Registrar o resultado

    O registro deve permitir identificar a mangueira avaliada, a data, o responsável pelo procedimento, as condições encontradas e a decisão adotada.

O que fazer depois de utilizar a mangueira

Depois de qualquer utilização, inclusive em treinamento, teste ou acionamento não emergencial, a mangueira deve ser verificada antes de retornar ao abrigo.

  • confirmar se houve contato com sujeira, óleo, produtos químicos ou superfícies abrasivas;
  • verificar se surgiram cortes, deformações ou problemas nas conexões;
  • realizar a limpeza compatível com o material;
  • eliminar completamente a água do interior;
  • executar a secagem interna e externa;
  • registrar a utilização ou qualquer ocorrência;
  • acondicionar novamente somente depois de confirmar que a mangueira está seca.

Ensaio hidrostático da mangueira de incêndio

O ensaio hidrostático é um procedimento utilizado para avaliar o comportamento da mangueira sob as condições de ensaio estabelecidas na referência técnica aplicável.

O procedimento deve ser realizado por empresa com capacidade técnica, equipamentos adequados, instrumentos controlados e profissionais preparados para executar e registrar o ensaio.

A pressão, o método, a duração, os critérios de aprovação e a periodicidade não devem ser definidos por estimativa. Esses dados precisam seguir a edição vigente da norma aplicável, a identificação do produto e as orientações técnicas correspondentes.

Por que a mangueira de incêndio nova não vem com a identificação do ensaio hidrostático periódico?

A mangueira de incêndio nova normalmente não vem com a faixa ou etiqueta utilizada para registrar a inspeção, a manutenção ou o ensaio hidrostático periódico.

Isso acontece porque essa identificação está relacionada ao serviço periódico realizado depois que o equipamento entra em uso. A mangueira nova deve apresentar as marcações originais de fabricação e as informações de identificação aplicáveis ao produto, sem que uma etiqueta de manutenção periódica seja confundida com a certificação de fábrica.

Como funcionam os ensaios de fabricação e certificação?

A fabricação contempla requisitos, controles e métodos de ensaio aplicáveis ao produto. No processo de certificação, podem existir auditorias, coleta de amostras, ensaios iniciais, avaliações periódicas e verificação dos registros do fabricante.

Isso não significa, necessariamente, que cada mangueira pronta seja submetida individualmente a todos os ensaios previstos para a avaliação do modelo.

Dependendo do procedimento de certificação, determinados ensaios podem ser realizados em amostras representativas de modelos, famílias ou lotes, mantendo-se os registros de rastreabilidade correspondentes.

Para confirmar a certificação de uma mangueira, devem ser verificados:

  • o fabricante responsável;
  • a marca e o modelo da mangueira;
  • o tipo e o diâmetro nominal;
  • o número do certificado de conformidade;
  • o Organismo de Certificação de Produto responsável;
  • a situação e a validade do certificado;
  • os modelos, diâmetros e comprimentos efetivamente abrangidos pelo documento.

Quando deve ser realizado o primeiro ensaio periódico?

Depois que a mangueira entra em uso, devem ser observados os prazos de inspeção e manutenção estabelecidos pela edição vigente da ABNT NBR 12779, pelas instruções do fabricante, pelas condições de exposição e pela avaliação do responsável técnico.

Quando o intervalo aplicável for de 12 meses, a data da próxima manutenção deve ser registrada de forma clara na documentação da mangueira.

A mangueira também deve ser encaminhada para avaliação antes desse prazo quando:

  • for utilizada em uma ocorrência ou treinamento;
  • apresentar cortes, desgaste, deformações ou vazamentos;
  • for exposta a calor intenso ou chama;
  • entrar em contato com óleo, combustível, produto químico ou substância desconhecida;
  • sofrer esmagamento ou abrasão;
  • apresentar problemas nas uniões, vedações ou acoplamentos.

Identificação individual após a primeira manutenção

Depois da inspeção, manutenção ou ensaio periódico, a empresa responsável deve identificar individualmente cada mangueira e relacionar o equipamento ao respectivo relatório.

A identificação física deve ser aplicada em local visível, sem cobrir as marcações originais do fabricante e sem provocar danos à estrutura da mangueira.

A identificação deve permitir reconhecer, conforme o procedimento técnico aplicável:

  • o nome ou a identificação da empresa executante;
  • a data do serviço, indicando mês e ano;
  • a validade ou a data prevista para a próxima manutenção;
  • um código que permita relacionar a mangueira ao relatório correspondente.

O relatório deve registrar individualmente informações como:

  • número ou código de identificação da mangueira;
  • fabricante, marca e modelo, quando disponíveis;
  • tipo da mangueira;
  • diâmetro nominal;
  • comprimento;
  • local de instalação;
  • data da inspeção ou manutenção;
  • procedimentos realizados;
  • resultado de aprovação ou reprovação;
  • irregularidades encontradas;
  • data da próxima avaliação aplicável;
  • identificação do responsável pelo procedimento.

Cuidados ao contratar inspeção e ensaio hidrostático

Antes de enviar as mangueiras para avaliação, registre a identificação de cada unidade e relacione-a ao seu local de instalação.

Na contratação, verifique se o escopo apresentado informa claramente os procedimentos que serão executados e os documentos que serão entregues.

O que conferir antes da contratação

  • identificação da empresa e dos responsáveis pelo procedimento;
  • descrição do método e da referência técnica utilizada;
  • equipamentos destinados ao ensaio;
  • controle ou calibração dos instrumentos utilizados, quando aplicável;
  • sistema de identificação e rastreabilidade de cada mangueira;
  • critérios adotados para aprovação, reprovação ou recomendação de substituição;
  • prazo e condições de devolução dos equipamentos;
  • conteúdo dos relatórios que serão entregues.

Documentos recomendados

  • relatório individual ou registro que identifique cada mangueira;
  • data de realização do procedimento;
  • resultado encontrado;
  • identificação do responsável pela execução;
  • descrição de falhas ou irregularidades;
  • registro fotográfico das mangueiras reprovadas ou danificadas;
  • orientação clara sobre a destinação do equipamento reprovado.

Quando as mangueiras forem retiradas do condomínio, indústria ou estabelecimento, fotografe e numere cada unidade antes da coleta. Essa medida reduz o risco de perda de rastreabilidade ou troca indevida.

A MIB comercializa equipamentos novos e não executa serviços de inspeção, manutenção ou ensaio hidrostático.

Como armazenar a mangueira de incêndio corretamente

A armazenagem correta ajuda a preservar a mangueira, facilita sua retirada em uma emergência e reduz a exposição do equipamento à umidade, sujeira, deformações e danos mecânicos.

Antes de colocar a mangueira no abrigo, confirme que ela foi inspecionada, está completamente seca e não apresenta irregularidades que exijam avaliação técnica.

Verificação do abrigo de hidrante

O abrigo precisa oferecer condições adequadas para proteger a mangueira e os acessórios. A conservação do equipamento pode ser prejudicada quando a caixa apresenta infiltração, ferrugem, sujeira ou espaço insuficiente.

O que verificar no interior do abrigo

  • presença de água, infiltração ou umidade;
  • sinais de ferrugem ou corrosão;
  • sujeira, resíduos, insetos ou materiais estranhos;
  • bordas cortantes, parafusos expostos ou superfícies que possam danificar a mangueira;
  • condições da porta, dobradiças, visor e sistema de fechamento;
  • espaço suficiente para acomodar todos os componentes sem esmagamento;
  • identificação externa do abrigo;
  • facilidade de acesso em caso de emergência.

Quando houver ferrugem, infiltração ou dano estrutural, o abrigo deve ser corrigido antes de receber novamente a mangueira.

Nenhuma intervenção deve bloquear, dificultar ou atrasar o acesso aos equipamentos de combate a incêndio.

Organização dos componentes no hidrante

Os componentes devem permanecer identificados, acessíveis e organizados de acordo com o projeto do sistema de segurança contra incêndio.

Dependendo da configuração prevista, o abrigo pode conter:

  • uma ou mais mangueiras de incêndio;
  • esguicho;
  • chave para união Storz;
  • adaptadores;
  • tampão, quando aplicável;
  • outros acessórios definidos no projeto.

Como acomodar a mangueira dentro do abrigo

A forma de acondicionamento deve permitir retirada rápida, evitar torções e respeitar a configuração determinada para o sistema.

  1. Estenda e verifique a mangueira

    Antes de dobrar ou enrolar, confirme que não há água retida, sujeira, objetos presos ou danos aparentes.

  2. Alinhe a mangueira

    Evite torções, cruzamentos irregulares e dobras acentuadas fora de sua acomodação natural.

  3. Utilize o método previsto

    A mangueira pode ser acondicionada conforme o método definido no projeto, nas orientações técnicas aplicáveis e na configuração do abrigo.

  4. Evite compressão excessiva

    Não force a mangueira dentro de um espaço insuficiente nem coloque objetos pesados sobre ela.

  5. Mantenha os acessórios acessíveis

    Esguicho, chave e adaptadores devem ficar organizados de forma que possam ser localizados rapidamente.

Verificação da válvula e das conexões

A válvula, os adaptadores e as conexões precisam permanecer em condições adequadas, sem vazamentos aparentes, danos ou obstruções.

  • verifique se existe vazamento ou gotejamento;
  • observe sinais de corrosão ou deformação;
  • confira a condição das roscas e uniões;
  • verifique a presença dos anéis de vedação;
  • mantenha a área livre de objetos estranhos;
  • confirme se os componentes podem ser acessados sem dificuldade;
  • comunique qualquer irregularidade ao responsável pela edificação.

Vazamentos, válvulas danificadas ou conexões incompatíveis devem ser avaliados por profissional competente.

Identificação e controle das inspeções

A rastreabilidade permite relacionar cada mangueira ao seu local de instalação e ao histórico de inspeções, utilizações, ensaios e ocorrências.

Informações que podem constar no controle

  • número de identificação da mangueira;
  • local ou ponto de instalação;
  • fabricante e modelo, quando disponíveis;
  • tipo, diâmetro e comprimento;
  • data de fabricação, quando identificável;
  • data da última inspeção;
  • data do último ensaio realizado;
  • resultado da avaliação;
  • ocorrências ou observações;
  • identificação do responsável pelo registro.

Etiquetas e adesivos podem auxiliar o controle, desde que não cubram informações originais do fabricante, não danifiquem a mangueira e não sejam utilizados como substitutos dos relatórios e registros técnicos.

Prevenção de furtos e uso indevido do hidrante

Mangueiras, esguichos, adaptadores e chaves podem ser retirados indevidamente dos abrigos. Medidas de controle podem ajudar a identificar rapidamente uma abertura ou falta de equipamento.

Medidas preventivas

  • realizar verificações visuais periódicas;
  • manter inventário dos componentes existentes em cada abrigo;
  • numerar os abrigos e as mangueiras;
  • orientar moradores, funcionários e prestadores sobre a finalidade do hidrante;
  • comunicar imediatamente a falta ou violação de qualquer componente;
  • manter iluminação e condições de visibilidade adequadas no local;
  • utilizar controle por lacre quando permitido pelo projeto e pelas exigências aplicáveis.

Rotina de verificação do abrigo

A verificação visual do abrigo pode ser incorporada à rotina de controle da edificação, observando possíveis alterações desde a última conferência.

Itens para verificação visual do hidrante
Item O que observar
Porta e fechamento Abertura livre, sem travamentos, deformações ou obstruções.
Interior do abrigo Ausência de água, infiltração, sujeira, corrosão ou objetos estranhos.
Mangueira Identificação, acomodação, aparência e ausência de umidade aparente.
Acessórios Presença, organização, compatibilidade e integridade.
Válvula e conexões Vazamentos, corrosão, deformações ou peças ausentes.
Sinalização Visibilidade, conservação e ausência de materiais bloqueando a identificação.
Lacre, quando existente Integridade ou sinal de abertura, sem impedir o acesso ao equipamento.

Como preservar a mangueira de incêndio

A preservação da mangueira de incêndio depende das condições de instalação, da forma de uso, da frequência das inspeções e dos cuidados adotados depois de cada utilização.

Mesmo uma mangueira nova pode apresentar deterioração prematura quando exposta à umidade constante, produtos incompatíveis, superfícies abrasivas, calor excessivo, esmagamento ou armazenamento inadequado.

Cuidados durante o manuseio

  • evite arrastar a mangueira sobre pisos ásperos, quinas ou superfícies cortantes;
  • não permita que veículos, portas ou objetos pesados comprimam a mangueira;
  • evite dobras acentuadas que possam restringir a passagem da água;
  • não utilize a mangueira para finalidades diferentes das previstas;
  • mantenha distância de superfícies aquecidas, chamas diretas e fontes de calor intenso;
  • evite contato com óleos, solventes, combustíveis e produtos químicos sem confirmação de compatibilidade;
  • proteja as uniões contra quedas, impactos e deformações;
  • não puxe ou transporte a mangueira somente pelas uniões;
  • evite abrir ou fechar registros de maneira abrupta;
  • siga as orientações operacionais do sistema e do responsável técnico.

Sinais de dano em mangueiras de incêndio

A presença de uma irregularidade não deve ser ignorada, mesmo quando o dano parecer pequeno. Algumas alterações externas podem indicar comprometimento da estrutura ou da vedação.

Sinais que devem ser registrados e avaliados
Sinal observado Conduta recomendada
Cortes, perfurações ou fios rompidos Retirar da condição de pronta utilização e encaminhar para avaliação técnica.
Desgaste por abrasão Identificar a área afetada e avaliar a extensão do desgaste.
Deformação, achatamento ou esmagamento Não tentar corrigir apenas por manipulação; solicitar avaliação.
Manchas, resíduos ou odor incomum Identificar, quando possível, a substância envolvida antes da limpeza.
Desprendimento do revestimento interno Separar a mangueira e encaminhar para análise técnica.
União solta, deformada ou com vazamento Não utilizar até a verificação da montagem, vedação e integridade.
Dificuldade de acoplamento Verificar deformações, sujeira, compatibilidade e condição das vedações.
Ressecamento ou alteração aparente do material Registrar a condição e solicitar avaliação antes do retorno ao abrigo.

Como limpar a mangueira de incêndio

A limpeza deve ser realizada quando houver poeira, sujeira, lama, resíduos ou outras contaminações visíveis.

Antes de iniciar, verifique se a substância em contato com a mangueira pode oferecer risco químico, biológico ou ambiental. Quando houver dúvida sobre a contaminação, não manipule o equipamento sem orientação adequada.

Limpeza externa a seco

  • utilize escova limpa, macia e com cerdas não metálicas;
  • remova a sujeira com movimentos leves;
  • evite escovar agressivamente a estrutura têxtil;
  • não utilize objetos pontiagudos para retirar resíduos;
  • verifique se a escovação revelou cortes, fios rompidos ou desgaste.

Limpeza com água

  • utilize água limpa e em quantidade compatível com a necessidade;
  • quando permitido pelo fabricante, utilize pequena quantidade de sabão neutro;
  • enxágue completamente para não deixar resíduos;
  • não utilize solventes, combustíveis, removedores ou produtos abrasivos;
  • evite jatos concentrados de alta pressão diretamente sobre a parte têxtil;
  • não utilize escovas metálicas;
  • não misture produtos de limpeza.

Como secar a mangueira de incêndio

Depois do uso ou da limpeza, a água deve ser retirada do interior da mangueira e toda a sua extensão precisa secar antes do acondicionamento.

Guardar a mangueira ainda úmida favorece odores, manchas, deterioração e desenvolvimento de microrganismos.

Procedimento de secagem

  1. coloque a mangueira em posição que permita o escoamento da água;
  2. evite vincos acentuados que retenham líquido;
  3. mantenha as extremidades livres para ventilação;
  4. realize a secagem em local limpo, ventilado e protegido;
  5. evite exposição prolongada ao sol direto;
  6. não utilize chama, soprador térmico ou superfície excessivamente quente;
  7. verifique a parte interna e externa antes de acondicionar;
  8. coloque a mangueira no abrigo somente quando estiver completamente seca.

Qual é a vida útil de uma mangueira de incêndio?

A vida útil não deve ser determinada apenas pela data de fabricação ou por um número fixo de anos.

As condições reais de conservação, utilização, exposição, inspeção e desempenho nos procedimentos aplicáveis são fundamentais para definir se a mangueira permanece adequada.

Fatores que influenciam a durabilidade

  • tipo e construção da mangueira;
  • qualidade e procedência do produto;
  • frequência de utilização;
  • condições ambientais do local;
  • exposição ao sol, umidade e calor;
  • contato com superfícies abrasivas;
  • contato com óleos, combustíveis ou produtos químicos;
  • forma de limpeza e secagem;
  • condições de armazenamento;
  • histórico de inspeções e ensaios;
  • estado das uniões e vedações;
  • conformidade com a especificação prevista no projeto.

Uma mangueira antiga não deve ser condenada exclusivamente pela idade sem que sejam observados os critérios técnicos aplicáveis. Da mesma forma, uma mangueira nova não deve ser considerada automaticamente adequada quando apresenta dano, armazenamento incorreto ou especificação incompatível.

Boas práticas no uso da mangueira de incêndio

A mangueira de incêndio deve ser utilizada somente por pessoas orientadas sobre o funcionamento do sistema e sobre os riscos envolvidos em uma situação de emergência.

O uso incorreto pode dificultar o controle da mangueira, danificar seus componentes ou reduzir a eficiência do sistema de hidrantes.

Antes da utilização

  • confirme se o acesso ao hidrante está desobstruído;
  • verifique visualmente a mangueira, as uniões, o esguicho e os acessórios;
  • confira se os componentes são compatíveis;
  • observe se existem cortes, vazamentos, deformações ou peças ausentes;
  • desenrole ou desdobre a mangueira sem criar torções;
  • mantenha a rota livre de objetos cortantes, quinas e obstáculos;
  • siga o procedimento de emergência previsto para a edificação.

Durante a utilização

  • evite dobras que restrinjam a passagem da água;
  • não arraste desnecessariamente a mangueira;
  • proteja a mangueira de superfícies quentes, abrasivas ou cortantes;
  • evite que veículos, portas ou objetos pesados comprimam a mangueira;
  • mantenha controle sobre o esguicho antes da abertura do fluxo;
  • realize abertura e fechamento de registros de maneira controlada;
  • não altere conexões ou acessórios durante a pressurização;
  • interrompa a utilização quando houver vazamento, deformação ou comportamento anormal.

Depois da utilização

  • alivie a pressão do sistema antes de desacoplar os componentes;
  • retire a água existente no interior;
  • verifique toda a extensão da mangueira;
  • registre danos, ocorrências ou contato com substâncias desconhecidas;
  • realize limpeza, quando necessária;
  • execute a secagem interna e externa;
  • não coloque a mangueira molhada no abrigo;
  • acondicione novamente somente após a verificação de suas condições.

Quando considerar a substituição da mangueira

A substituição deve ser considerada quando a mangueira não atender aos critérios técnicos aplicáveis, apresentar danos incompatíveis com sua utilização ou receber resultado de reprovação em avaliação devidamente documentada.

A decisão não deve ser baseada somente na aparência, em suposições ou em um prazo genérico de validade. Devem ser considerados:

  • identificação do produto;
  • tipo, diâmetro e comprimento;
  • histórico de utilização;
  • condições de armazenamento;
  • danos encontrados;
  • resultados de inspeções e ensaios;
  • orientações do fabricante;
  • critérios da norma técnica vigente;
  • avaliação do responsável competente;
  • especificação prevista no projeto de incêndio.

Perguntas frequentes sobre cuidados com mangueiras de incêndio

Com que frequência a mangueira deve ser inspecionada?

A frequência deve seguir a edição vigente da norma aplicável, as orientações do fabricante, as condições do local, o histórico da mangueira e a definição do responsável técnico. Ambientes severos podem exigir verificações mais frequentes.

O ensaio hidrostático faz parte da certificação da mangueira nova?

Não se deve confundir certificação do produto novo com inspeção, manutenção ou ensaio periódico da mangueira já instalada. São procedimentos com finalidades e escopos diferentes.

A mangueira pode ser guardada molhada?

Não. Depois do uso ou da limpeza, deve-se retirar a água e realizar a secagem interna e externa antes do acondicionamento.

É permitido secar a mangueira diretamente ao sol?

Recomenda-se realizar a secagem em local limpo, ventilado e protegido, evitando exposição prolongada ao sol e fontes intensas de calor. Também devem ser observadas as orientações do fabricante.

Pode usar qualquer produto para limpar a mangueira?

Não. Solventes, combustíveis, removedores, produtos abrasivos e substâncias incompatíveis podem danificar os materiais. Consulte as instruções do fabricante antes de utilizar produtos de limpeza.

Uma mangueira com corte pequeno ainda pode ser utilizada?

O equipamento deve ser retirado da condição de pronta utilização, identificado e encaminhado para avaliação. Não se deve concluir que um dano é seguro apenas porque parece superficial.

É possível reparar a mangueira com fita ou cola?

Não devem ser feitos reparos improvisados com fita, cola, costura ou adaptações para recolocar uma mangueira danificada em serviço.

A mangueira possui uma validade fixa?

A condição de uso não deve ser determinada apenas por um prazo genérico. Devem ser considerados estado físico, histórico, exposição, inspeções, ensaios, orientações do fabricante e critérios técnicos aplicáveis.

A mangueira deve permanecer conectada à válvula?

A configuração deve seguir o projeto, o sistema instalado, a referência técnica aplicável e a orientação do responsável técnico. Não é correto criar uma única regra para todas as edificações.

A MIB realiza ensaio hidrostático ou manutenção?

Não. A MIB atua na comercialização de mangueiras e equipamentos novos. Não executamos inspeção, manutenção, recarga ou ensaio hidrostático.

Responsabilidade editorial e revisão do conteúdo

Este conteúdo foi elaborado para apresentar orientações gerais sobre conservação, inspeção, limpeza, secagem e armazenagem de mangueiras de incêndio.

As recomendações não substituem:

  • a edição vigente das normas técnicas;
  • o manual e as orientações do fabricante;
  • o projeto de segurança contra incêndio;
  • as exigências do Corpo de Bombeiros;
  • a avaliação de profissional legalmente habilitado, quando necessária.

Publicação original:

Última atualização:

Responsável editorial: MIB – Mangueiras de Incêndio Brasil.

Fontes institucionais para consulta

Consulte sempre as informações mais recentes nas fontes oficiais e adquira as normas técnicas por seus canais autorizados.

Normas técnicas podem ser revisadas, substituídas ou atualizadas. Confirme o número, a edição e a vigência do documento antes de utilizá-lo como referência em projetos, inspeções ou contratações.

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